Duas pessoas. uma está contando para a outra um acontecimento. esse acontecimento é uma ação de um terceiro que não é subordinado ou supervisionado diretamente por nenhum dos dois interlocutores mas cujas ações ou produção interferem nas atividades dos primeiros. o relato evidencia que houve no acontecimento uma ação que diverge da opinião e procedimento desejado pelos interlocutores, seja filosoficamente, metodologicamente, ou outro.
fatos observados são:
os interlocutores estão sempre certos, eles não discordam de si, mas do ausente. no caso de três pessoas a, b e c, que podem conversar dois a dois, o que estiver fora da conversa será criticado. ao mudar o par, o excluído será criticado também, pouco dependendo da situação anterior.
há um tipo de interlocutor que se põe, se sente, ou está de fato, em situação superior à do segundo interlocutor, normalmente o relatante do acontecimento. o relato gera exaltação nesse interlocutor 1, na sua exaltação o interlocutor 1 começa a por argumentos em exposição. o curioso é que a forma que ele se coloca é de evidenciar o erro na ação e como se estivesse falando com a pessoa do relato, apesar de estar falando com o relatante. [usando as vezes até "você" ao invez do adequado "ele" ou "ela"]
a postura desse interlocutor exaltado alem de ser agoniante, é infrutifera. ele descarrega a indignação, se valendo da situação sem defesa do ausente, e ainda o faz dirigido ao relatante, que supõe-se a priori estar julgando as mesmas ações do relatado com inadequadas.
o relatante é interrompido pelo exaltado e ouve o que não precisava, em um tom inadequado. recebe o stress de um 'carão' destinado a outro.
a propria situação é ineficiente, sem o terceiro na conversa não há julgamento adequado, nem tomada de ações para corrigir, ou qualuqer medida. toda a revolta do exaltado terá que ser repetida ao devido ator.
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quarta-feira, 19 de agosto de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Competição de Histórias
como chamar esse tipo de conversa onde os dois interlocutores [ é interlocutores?] compartilham suas experiencias? a conversa na verdade começa quando alguem chega e vai contar alguma coisa, normalmente uma novidade, algo que aconteceu no caminho para o trabalho por exemplo.
ai o recem chegado conta sua história, e o ouvinte, ou um dos, se sente convidado a compartilhar uma experiencia semelhante, ou que no minimo chegou a sua memoria graças a uma sinapse desconhecida. na minha opinião, a partir dai a ideia inicial foi desviada, e se inicia uma competição não dita e infinda de palavras, cada um contando uma história relativa a um assunto amplamente definido.
as histórias normalmente sobrepoem-se sendo umas melhores que as outras, ou pelomenos o contador exaltando-a ou dando enfase para ser maior. eu não digo que as pessoas façam isso conscientemente, mas é o que acontece. alguns são mais espaçosos, falam alto e se preocupam com que todos estejam ouvindo e que sua história seja a ultima, ou a melhor das contadas.
começa "oxe, e aquela vez que" e começa a contar uma história que não precisa nem ter sido vivida por si mesmo, mas de um amigo, de um parente distante.
eu tenho percebido que essa competição é estimulada por certos indicios na conversação, corporais e linguisticos que instigam as pessoas a continuar o ciclo. curiosamente, acho que os mesmos indicios são o que fazem um interlocutor mais avido sentir-se na obrigação de terminar a competição contando a melhor história.
eu, nesse [ e outros tipos de situação] prefiro ficar calado. quando venho com a história, tento me portar de forma a nao iniciar esse tipo de conversa, mas apenas relatar o que me passou, não quero saber de nada semelhante que aconteceu no ano passado e ja está virando folclore, nem estigar uma conversa sobre os bons tempos.
apesar de não gostar da polemica, da repetição das histórias, da exposição de 'situações' e 'fatos' [inprecisos] sem fim, me ponho em silencio, não influo. mas o que não suporto é o que não só se sente na obrigação de contar sau 'históira', mas que para isso entra numa exaltação e acaba por interromper e tomar conta da conversa.
eu me sinto em especial aflito na situação ainda mais quando o contador olha para mim esperando minha reação, minha atenção. talvez pela minha falta de ferramentas de convivencia adequadas para para que seja entendido um 'calaboca porra, presta atenção no que fulano tah dizendo, dps tu fala' sem muitos gestos ou palavras.
ai o recem chegado conta sua história, e o ouvinte, ou um dos, se sente convidado a compartilhar uma experiencia semelhante, ou que no minimo chegou a sua memoria graças a uma sinapse desconhecida. na minha opinião, a partir dai a ideia inicial foi desviada, e se inicia uma competição não dita e infinda de palavras, cada um contando uma história relativa a um assunto amplamente definido.
as histórias normalmente sobrepoem-se sendo umas melhores que as outras, ou pelomenos o contador exaltando-a ou dando enfase para ser maior. eu não digo que as pessoas façam isso conscientemente, mas é o que acontece. alguns são mais espaçosos, falam alto e se preocupam com que todos estejam ouvindo e que sua história seja a ultima, ou a melhor das contadas.
começa "oxe, e aquela vez que" e começa a contar uma história que não precisa nem ter sido vivida por si mesmo, mas de um amigo, de um parente distante.
eu tenho percebido que essa competição é estimulada por certos indicios na conversação, corporais e linguisticos que instigam as pessoas a continuar o ciclo. curiosamente, acho que os mesmos indicios são o que fazem um interlocutor mais avido sentir-se na obrigação de terminar a competição contando a melhor história.
eu, nesse [ e outros tipos de situação] prefiro ficar calado. quando venho com a história, tento me portar de forma a nao iniciar esse tipo de conversa, mas apenas relatar o que me passou, não quero saber de nada semelhante que aconteceu no ano passado e ja está virando folclore, nem estigar uma conversa sobre os bons tempos.
apesar de não gostar da polemica, da repetição das histórias, da exposição de 'situações' e 'fatos' [inprecisos] sem fim, me ponho em silencio, não influo. mas o que não suporto é o que não só se sente na obrigação de contar sau 'históira', mas que para isso entra numa exaltação e acaba por interromper e tomar conta da conversa.
eu me sinto em especial aflito na situação ainda mais quando o contador olha para mim esperando minha reação, minha atenção. talvez pela minha falta de ferramentas de convivencia adequadas para para que seja entendido um 'calaboca porra, presta atenção no que fulano tah dizendo, dps tu fala' sem muitos gestos ou palavras.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
comparação
usando a palavra 'comparação' alguns posts abaixo, me vem a cabeça como essa palavra fica ofensiva em algumas situações. pessoas se ofendem quando são comparadas. acho que é uma palavra injustiçada como a palavra 'crítica'. as duas foram usadas tanto de forma destrutiva [em contraposição ao termo 'critica construtiva'] que as pessoas já pensam que alguem quer atingi-las com suas opiniões.
estamos sendo comparados o tempo todo mas não é necessário nem citar. a comparação aprece ofender mais quando a gente se importa ou gosta da pessoa de onde provem a comparação. curioso que as pessoas que a gente gosta são as que esperamos que nos achem o maximo.
enfim, deve-se reconhecer que nós crescemos e nos desenvolvemos criando parametros para nossa vida que são baseados em comparação, para escolher é necessário comparar, e para julgar e avaliar é necessário comparar.
no entanto, comparar não quer dizer estar insatisfeito, ou as vezes escolha em detrimento. é possivel comparar e manter e apreciar os dois objetos de comparação.
estamos sendo comparados o tempo todo mas não é necessário nem citar. a comparação aprece ofender mais quando a gente se importa ou gosta da pessoa de onde provem a comparação. curioso que as pessoas que a gente gosta são as que esperamos que nos achem o maximo.
enfim, deve-se reconhecer que nós crescemos e nos desenvolvemos criando parametros para nossa vida que são baseados em comparação, para escolher é necessário comparar, e para julgar e avaliar é necessário comparar.
no entanto, comparar não quer dizer estar insatisfeito, ou as vezes escolha em detrimento. é possivel comparar e manter e apreciar os dois objetos de comparação.
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