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quinta-feira, 25 de junho de 2009

de casa ao sesc a pé

49 minutos do instante que saí do predio ao instante que passei pela grade do sesc.

caminho na doida.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

banheiro

fim da terceira semana no Sesc, posso me considerar agora intimo e inserido no ambiente de trabalho. estamos sem nossas supervisoras hoje que estão numa reunião externa com a diretora. esta responsabilidade, mais as conversas sobre os meses a frente, que dão uma segurança a respeito do trabalho e de estar fazendo certo.

Mas não é isso. o estopim é um passo muito mais sério e delicado. é a primeira cagada no trabalho. aquela que, qualquer que seja o lugar, você a evita com desgosto, deseja poder cagar em casa.

o ambiente é inospito. a decisão é apenas por pura necessidade e tudo parece terrível e nojento. como banheiros publicos costumam ser. ao fechar a porta os sentidos se aguçam, alguem pode entrar no banheiro a qualquer momento. os sons do corredor assustam.

por fim, o nojento é você. aquilo que você deixou na bacia não é humano. sente-se envergonhado só de imaginar alguem entrando. mas ninguem o fez. sua visão muda e o banheiro é ate bastante agradável, pelamordedeus é o banheiro de seu trabalho, não é um posto uma festa onde seus amigos se empenham. você que o dessecrou. lavar as mãos não é suficiente para se sentir limpo do seu ato, e o resto do dia esta estigma vai te perseguir.

mas pelomenos a proxima cagada vai ser mais tranquila [porem não menos fedorenta].

terça-feira, 9 de junho de 2009

cemitério de Santo Amaro

proximo ao Sesc, fazendo parte da minha rota de ida e volta para o mesmo, o cemitério me chama a atenção. estou considerando entrar nele quando tiver tempo. se entrei no Cemitier pere Lachaise, acho q posso fazer o mesmo no grande amaro bocão.

É surpreendente [deveria ser?], no entanto, como nossa cultura afeta esse lugar onde deveria-se haver sobriedade. o clima criado pelo comercio ambulante em volta e os transeuntes não dá o respeito necessário. Não comparo com o Pere Lachaise, não é o objetivo. O Pere Lachaise é corrompido também, mas em outro nível, o cemitério parece estar sendo dessecrado pelos olhos famintos de turistas, mas ainda assim isso é feito num silêncio e num tipo de sobriedade, eu considero a atitude desrespeitosa, ou de descaso no minimo, mas não é de chamar atenção como o caso do Amaro. O Pere tem muros altos e certos predios em volta teem a altura suficiente para ver acima de seus muros.

Os muros do amaro também me chamam atenção. Existem varias formas de protejer uma propriedade, incrementando os muros de diversas formas. Vejo formas de proteção mais antigas e interessantemente eficazes [suposição]. O muro é alto e ao fim ele não termina reto, mas em forma de losango, o que, eu imagino, cria uma dificuldade para ter um apoio para a mão e escalar o muro, a ideia me é ótima. não fica agressivo, é sutil, talvez só perceba quem tenta subir.

Essa forma também faz com que a água se deposite mais facilmente nas superficies inclinadas, ao invez de simplesmente escorrer, assim a formação de musgo é grande na ponta losangular do muro, e quase nula do meio pra baixo.

As árvores são muito belas. eu sempre acho que árvores de cemiterio são especialmente bonitas, penso q é a carne humana alimentando, hahaha, mas pode ser todo o clima e o metodo de preservação das mesmas, que talvez varie sem que quem as manteem percebe que usa um metodo diferente. Elas são altisimas, de galhos erroneos que a visão de baixo se cruzam bastante, cobertos de musgo, não se sabe quais são de qual arvore, cobrem o sol, dá um ótimo local para caminhada.

O silencio [das partes sem comercio informal] é claro, contribui para o clima de cemitério.