sábado, 20 de março de 2010

2010 79 calor

tem certas coisas que, por não entender, eu não consigo enunciar. eu comecei a chamar isso de desentendimento difuso. difuso porque eu não sei por onde começar a dizer aonde minha incompreensão começa.

então, você em pleno recife se dirige a algum lugar. encontra uma pessoa no caminho ou um conjunto delas. isso normalmente inicia uma conversa. esse é o unico pre-requisito para alguem falar do calor. e dá uma conversa até longuinha, para minha surpresa. mas vai de nada a lugar nenhum.

eu me pergunto porque. porque todo dia, todomundo, fala que ta quente. sinceramente, não é o mais quente que ja passamos. e se fosse, é serio que tem q falar sobre isso? deve ser o assunto mais falado de toda a cidade. o proximo passo é aparecer no jornal "que calor neh"na primeira pagina, sem se preocupar com a ortografia mesmo.

pra mim esse tipo de conversa, "tah calor hj", "que sol", entre outros, são placeholder, tapa buraco, conversa que acontece quando ninguem tem o que dizer.
serio, eu sou levado por essa conversa, eu fico pensando se o calor derreteu o cerebro das pessoas e elas nao conseguem pensar em mais nada.

[pausa para entrar em choque]

sei lá, é como eu disse, é uma incompreensão difusa. eu só não entendo.  não faz sentido para mim.
penso se é coisa de brasileiro, ou de nordestino, ou de pernambucano, ou de recifense. se não tivesse calor haveria outro topico de insatisfação publica, provavelmente de cunho politico ou ambiental.

me pergunto se em curitiba, quando ta frio as pessoas passam o dia todo, todo dia, falando do frio. ou se no rio as pessoas passam o dia falando do calor, que é consideravelmente maior que o nosso [40 graus]. penso se em sevilha, na espanha, no verão, as pessoas ficam o tempo todo falando do calor [52 graus].

acho que é coisa da gente mesmo.

eu, prefiro falar de coisas agradaveis. tipo, que ta quente, todomundo sabe, todomundo ja disse, o que merece uma menção honrosa é aquela brisa surpresa quebrando o mormaço. aquele arcondicionado saindo por uma porta entre aberta. aquela chuva que acaba com o mormaço, e faz o céu abrir sem você ter medo de torrar, mas sentir o cheiro da terra molhada junto com um ventinho.
quanto falo, isto é.

terça-feira, 16 de março de 2010

2010 75 lasanha

existe no mundo um grupo de  adoradores de lasanha. conheci um. eles são obcecados. tirando desse grupo aqueles que foram influenciados pelo garfield, existe um grupo dos verdadeiros adoradores de lasanha, independente da existencia do garfield. [e joey e a hype]

não sou tao fã de lasanha. o cheiro é ótimo. tem presunto, tem queijo, tem massa, e tem um creme branco meio esquisito no meio. não gosto muito dessa parte branca, o resto é bom.

mesmo não sendo um fã dessa comida tenho umas observações a respeito da lasanha que considero importantes para que fique perfeita.

para mim a lasanha deveria ser servida numa bandeja baixa, para que seja possivel visualizar as camadas da lasanha pela lateral, com o molho saindo vagarosamente e cobrindo os lados, enquanto o topo continua queijo.

o queijo deve estar tostado, o queijo é que da o cheiro da lasanha. a melhor parte da lasanha é quando você morde o queijo e ele está consistente e suficientemente crocante, não sei descrever esse queijo.

para pegar sua parte da lasanha eu acho que deve se usar algo afiado o suficiente para que voce possa cortas a lasanha sem puxar o queijo para baixo ou de qualquer outra forma deformar o formato da lasanha. as partes da lasanha que mais sofrem com o corte são o queijo e a massa. o queijo na forma ideal descrita acima é um pouco mais dificil de cortar do que se ele tivesse mole. já a massa fica dificil de cortar quando não é bem feita, e fica meio grudenta [no dente].

entao acho que tem que ter um utensílio para cortar e outro para pegar a lasanha por baixo e poder leva-la ao prato sem desmontar. no prato também deve haver uma faca afiada e um garfo para que a lasanha seja comida sem virar aquele vomito no seu prato, todo misturado.

se tiver muito molho fica mais fácil do presunto e a massa sambarem e a lasanha perder a forma.



eu acho que algumas lasanhas tem molho de tomate, deve ter, só n tenho certeza. é porque não lembro do molho branco que eu nao gosto em toda lasanha.

fui no Spaço Gourmet almoçar. porque era no caminho do consultorio de vera pra casa. devia ir lá mais vezes. é o melhor lugar para almoçar aqui por perto. comi umas coisas, e depois decidi comer a lasanha. por causa do cheiro somente, que estava muito bom e deu pra sentir desde a as lojas americanas.

comi, e dada a qualidade de lá, acredito que tenha sido uma ótima lasanha, não deve ter melhor por perto. e assim confirmo que não gosto tanto de lasanha. mas acho que eles poderiam tomar algumas dessas observações, principalemente em pegar e cortar a lasanha, que ja tava aquela mistureba laranja no meu prato antes mesmo de pagar.

segunda-feira, 15 de março de 2010

2010 74 maíra

paralelo ao post antes antes desse, maíra também é uma notavel presença em certas ocasioes, a vejo sempre por ai, falo com ela sempre. ela tem a atenção de se desviar de seus amigos para falar comigo, eu noto isso. é ótimo falar com ela, [engraçado as vezes imaginar a maíra que conheci no contato]. e tal.

2010 74 Muse The Resistance

o cd é bom, as duas primeiras musicas são excepcionais. undisclosed desires a primeira impressão nao é tao boa quanto as duas primeiras. o cd é todo bom. alyne fez uma observação sobre musicas longas, eu achei engraçado pq ela mencionou só 7 minutos. eu que escuto dreamtheater e king crimson, não me abalo.

2010 74

segunda feira, primeiro dia de aula. a dúvida sobre onde comer, antes ou depois de pegar o onibus, com severas implicações. por falta de lugar agradavel, comer depois do onibus.

descendo na parada, encontro jp, rhay e marcel. marcel vai pagar linguagem gráfica verbal: tipografia, comigo.

eu não sabia o nome dessa cadeira, e da maioria que escolhi esse semestre. isso porque o periodo de matricula aconteceu na data normal, e as aulas 1 mês depois. assim, a quantidade de visitações ao siga me fez apenas ter uma memoria das posiçoes dos retangulos de cor pastel que formam meu horário esse semestre. quando fui fazer meu horario no gcal precisava de um nome, com o siga aberto para conferir as cadeiras pendentes, anotei o codigo das cadeiras e o horario.

eu gosto de codigos, mas isso foi coincidência. assim, eu cheguei na federal sabendo apenas os codigos de algumas cadeiras, e nao seus nomes. ate a cor da cadeira, quando tulio perguntou, eu sabia a do siga, mas nao lembrava que era azul no horário.

isso tudo é muito bizarro, nomes e cores. foi a graça do momento quando eu disse que a cadeira que eu ia pagar nesse horario era a dd124.

mas eu gosto de codigos. as cadeiras deveriam ter um codigo que as identificasse por completo, não só um codigo burocratico, assim, do codigo poderia-se inferir o nome da cadeira e do nome poderia-se inferir o codigo.

algo como dd124 poderia equivaler a Design D[algo aqui] 2010.1 sala 24.
dava pra fazer algo como Nome da Cadeira, Categoria, 00 sala
isso seria: NC C 00
talvez ainda seja necessário acrecentar algo para evitar que se repita codigos seja por iniciais semelhantes no codigo, ou por mudanças na sala ou no ano. sei lá.

"qual é a sala dessa cadeira?"
"pelo nome XY Z 99, a sala é a 99, mas vê lá no dept."


eu devo me lembrar que comer depois de pegar o onibus não é deve ser considerado uma opção mais.
primeiro porque a cantina, o aquarela, é feio e cheio de pessoas, desagradavel, quente e com escapes visuais desvalorizados. tem fila pra pagar sempre.
segundo porque ao chegar no cac a melhor opção é ficar com as pessoas no hall. ainda mais no primeiro dia de aula.

é uma das melhores coisas de design. chegar sentar no chão, conversar [agora um chão democrático, com cadeiras para quem deseja sentar em cadeiras][eu prefiro um chão ditatorial]

é necessário notar as pessoas que fazem esse hall agradavel [alem do vento e do chão negro e frio]
tulio, xefa, brunim, priu, isabela, clara, joao.
e pessoas excepcionais que marcam um começo de semestre como Alyne e Cecília. ja está gravado no meu cerebro que um começo de semestre é acompanhado do encontro com essas duas pessoas.
sissi chegou mais tarde como sempre, aline ja estava lá com nossos calouros lindos, que para mim são a imagem do slacking off no hall. porque eu acho que meus semestre nunca fez isso, a não ser por mim e alyne e outros que somos mais sociaveis e falamos com o pessoal.

nem da vontade de querer se formar.


muito feio.
eu lembrei que me recomendaram o ultimo cd Muse, diante dessa lembrança e na presença de alyne, sequer pensei, quando chamei a sua atençao para constatar que o novo cd de muse nao era especial. minhas palavras foram mais incisivas.
agi errado. eu sequer ouvi o cd completo, não deixei isso completamente claro no entanto.
tomei como base a opinião de bruno.

ela reagiu, defendeu o cd e a banda.
refletindo sobre a minha ação e o resultado, eu sei porque fiz, e eu gostei do resultado. eu gosto da forma que aline fala e se empenha para mostrar a opinião dela. no caso, a veemencia ao defender sua opinião, o gosto pela banda, sabe o nome das musicas e me explicou suas qualidades.

o fato de uma pessoa não se ver altera a forma como a cena acontece para ela. como será que alyne percebeu a situação? reflito sobre isso porque posso recordar que estava sorrindo. pois me sinto sorrir quando lembro dela avançando com os olhos abertos para expressar sua indgnação com minha contundente e desproporcionada afirmação. enquanto ela falava eu sorria.

alyne não se via, então como foi a cena para ela, vendo me sorrir [se eu estive sorrindo]?
e, me perdoe por desmerecer o album. foi apenas felicidade em te ver, canalizada em chatice.



saber que não vai ter aula é quase um ritual também, que foi cumprido.
[bateu uma luz diferente agora, bem no final de exogenesis part 2, a luz as 16h refletida pelopredio da frente que chega foi especial]
depois de toda a "dança" pra sair do cac e ir embora, vao embora no mesmo carro três pessoas lindas, alyne, sissi e xefa.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

2010 50 diary

hoje eu fui a psicologa, foi bom, o tempo passou rápido. antes de ir eu não sabia direito o que ia dizer. fiquei pensando em varias coisas, escolhendo alguma coisa interessante. mas sem sentir nada em particular sobre as coisas no momento, simplesmente não dá vontade de elaborar tanto.
antes de entrar na sala eu estava lendo. a leitura me fez escapar de qualquer coisa que tinha planejado dizer.
ai, falei sobre um monte de coisa por acaso, que nem tinha pensado em comentar.

de manhã terminei de baixar allods online, joguei um pouco, não gostei.

de tarde terminei de ler Homem Aranha: Azul. fiquei ________________ [estasiado?] [estupefato?]
[tenho que aprender mais adjetivos]
Gwen morre! e o pior, isso era pra ser conhecimento basico de homem aranha! eu só tinha uma vaga ideia q ela morria no meu subconsiente eu acho, resgatado de algo que li ou ouvi.
como consequencia, não mostra a morte no quadrinho! puta que pariiiiiiu! to shó. vou ter que comprar A Morte de Gwen Stacy agora pra saber como eh.

agora estou ouvindo o cd, Sadly, The Future Is No Longer What It Was, de Leyland Kirby.

dei uma pequena pausa pra ouvir umas musicas num profile de last.fm. coisa louca.
quer dizer, não sei se é louco, deve ser normal, mesmo assim, atinge a minha curiosidade. uma pessoa me adicionou no buzz. uma pessoa desconhecida que tem google reader e compartilhou uma noticia em comum comigo sobre um jogo awesome do rps. achei alguns profiles dela [stalker mode on, sorry] e cheguei ao last.fm. agora tou selecionando algumas musicas das mais escutadas dela pra saber se é bom. pq deu low em compatibilidade, mas parece ser uma pessoa muito interessante

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

2010 42 birthday

faltou o parabens da minha vó acirema nesse dia. o que é uma coisa esquisita. é um espaço vazio.

aniversários, eu sempre pensei [desde a primeira vez q pensei] que na verdade deveria ser uma festa para a mãe. e eu tinha um argumento que justifica isso mas eu esqueci.

o aniversário é a comemoração do dia em que determinada mãe teve determinado filho. mais importante, esse dia é a culminância da gestação, dese periodo que não posso atribuir significados, pois não sei como é.

mas você tá lá, há nove meses de diversas formas cuidando da formação da sua progênie, e no final ele sai, pronto, formado, por esse ponto de vista, e encerrando a gestação. pode ser considerada uma vitória, ou algo natural.

é o começo de outro periodo na vida da mae, e da vida do filho.

pensando nesses dois, mãe e filho, no primeiro ano, o aniversário nada vai significar para o filho, não sei do ponto de vista do aprendizado, mas do ponto de vista que ele não entendo o que está acontecendo.

a comemoração, das semanas, meses e depois anos de vida começa então sendo uma comemoração para os pais, da felicidade deles de ter gerado um filho.

eu acho que com o tempo e o desenvolvimento do filho ele vai começar a perceber o significado do aniversário, da comemoração do seu nascimento. mas qual será o significado verdadeiro? eu imagino que para uma criança, mesmo já sabendo isso, o aniversário significa apenas festa, diversão, presentes.

acho que as festas de aniversário dos filhos, para os pais, continuam trazendo felicidade a eles, a festa é uma forma de comemorar esse marco na idade, que eu acho q tem mais significado para eles do que para o filho.
e toda a parte de comemorar e presentear deixa o filho feliz, o que reflete na felicidade dos pais também.

aniversário é então uma comemoraçao da felicidade?



eu procuro reunir memorias do meu crescimento, dos meus aniversários para reconhecer qual o significado que eu atribuo a isso.
quando criança os aniversários eram comemorados em familia, com poucos amigos. passados certos marcos de desenvolvimento, as festas vão mudando, com mais amigos, menos familia. por algum tempo, minhas festas foram só entre amigos.
hoje eu acho incoerente que alguem comemore seu aniversário sem seus pais, só com os amigos. e tento sentir o que um pai sente com isso. uma nobre e altruista felicidade pelo filho, ou uma pontada de tristeza por este se desgarrar? pq na minha imaginação eu senti uma felicidade com uma pontinha de uma tristeza que deve ter outro nome.

como meus pais se sentem, e se sentiram a respeito de mim e das minhas festas que não comemorei, e das que comemorei sem eles?

acho que a felicidade de qualquer familiar, com o aniversário de um filho deve ser maior que a felicidade de qualquer amigo, com isso.



a partir de algum momento, não sei em que idade foi, eu comecei a julgar desnecessário comemorar aniversários. o motivo está difuso na minha cabeça. mas a comemoração que eu estava evitando, eu acho que era a que se faz entre amigos.
recebe-los, receber presentes, fazeer todo o movimento, como as festas que minha irmã promove nos seus aniversários, me parece inadequado. eu não estou comemorando, porque não vejo como uma vitória, um merito, ou qualquer coisa a ser comemorada que seja minha.

mas agora eu sei que não é meu, porque é dos meus pais. eles sim teem o que comemorar, e eu devo então comemorar com eles, comemorar com os pais faz sentido, com os amigos não. com os amigos é apenas uma festa despropositada onde você é o foco das atenções.

seria então esse tipo de festa de aniversário uma forma de alimentar o ego?
uma forma que não me apetece.


eu penso nas diferenças na forma de comemorar, nas diferentes culturas mesmo dentro da mesma cidade, quem dá felicidade a quem, e essas formas de comemorar podem ser até vistas na mudança drastica de como se dava aniversários quando eramos menores, e depois que crescemos.
por exemplo, uma festa surpresa, que fazem pra você.
quando se é criança, que a festa é dada pela familia do aniversariante.
a situação de ir jantar para comemorar, e o aniversariante pagar para todos. ou a situação de ir jantar para comemorar e pagarem para ele.
quais dessas fazem sentido se alguma.

mas isso ja se desvia um pouco, algumas pessoas mudam a forma de dar aniversários por lisura, ou talvez uma desvalorização do acontecimento que não justific o gasto com isso, levando a comemorações menos caras para o aniversariante.


na minha tentativa de não comemorar, acho que acabei levando meus pais a não prepararem mais festas, ou qualquer coisa. lembro de ter comemorado com amigos algumas vezes. os amigos mais intimos te procuram para comemorar, os que consideram aniversários importantes, e isso é um gesto interessante de proximidade.
na minha tentativa de não comemorar tive um pouco de azar, conhecendo vieira, que nasceu um dia antes de mim, fui celebrado nas festas dele, inevitavelmente pela proximidade. mas eu não estava comemorando o meu ! era ele. não evitei mesmo assim.


eu acho que aniversários tem significados proximos a do ano novo.
diversas vezes, ao mesmo tempo ou não, fiquei imaginando como surgiram essas comemorações, de aniversário e de ano novo.
o primeiro pre-requisito deve ter sido a percepção do ano.

imagino que houve uma sociedade onde não se comemorava aniversários, mas se comemorava anos novos.
imaginei uma sociedade que só comemorasse aniversários, e imaginei o dia em que essas duas culturas se encontraram e mesclaram-se, comemorando as duas situações.

os votos de aniversário e os votos de ano novo as vezes se assemelham.
acho que o aniversário tem um olhar mais no que passado, e o ano novo no futuro. mas ainda assim há votos para o futuro no aniversário, embora acho mais comum que no aniversário haja o reconhecimento do que foi atingido pela pessoa. o ano novo celebra o futuro, mas há uma reflexão sobre o passado.



e apesar de pensar que não é necessário comemorar aniversario, nem dar parabens por ai, 99% das vezes eu dou. ai dps eu fico pensando se tem alguem por ai que pensa como eu e considera algo desnecessário que pode ser posto de lado.

quando é o meu aniversário, não posso deixar de ter uma expectativa, e pensar em quem vai lembrar de mim, mesmo que racionalmente não faça sentido, não deixa de ser bom. e os que não me dão parabéns, eu fico pensando se esqueceram, se não se importam, ou se pensam como eu.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

2010 01 22 notepad

wall-e inspiration film pack:

the black sttalion
never cry wolf
silent running
islands in the sky
hello dolly
short circuit


wall-e shorts

burn-e
presto


wall-e soundtrack extra:

also sprach zarathustra
the blue danube
at last
aquarela do brasil

halved:
put on your sunday clothes
it only takes a moment
la vie en rose - louis or piaf?

canceled:
stardust - bing crosby

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2009 365

estava lendo, e senti um cheiro. acho que foi da minha memória, porque não fazia sentido com o local, e com o livro.

cheiro de comida congelada. talvez feijão e carne congelada. cheiro que eu sentia quando abria a parte de cima da geladeira ou o freezer de casa, na época em que faziamos almoço e congelavamos comida.
cheiro de comida congelada deve ser algo na verdade sinestésico, associado no cérebro sem perceber. deve ser a sensação de gelado entrando pelas narinas e o pouco do cheiro que a comida exala, que acaba ficando impregnado na geladeira com o tempo e o congelamento de mais comida.

o cheiro da comida pode ficar na água do gelo e da umidade no ar da geladeira, e se faz sentir junto com o frio quando entra no nariz.
apesar de insípida, a água sempre carrega o gosto de outra coisa com ela. o que faz a água ter gostos diferentes em cidades diferentes, e de casa em casa.

a melhor água é a do filtro de barro. na minha casa e na casa da minha vó tinhamos filtros de barro. e quando se bebia água de garrafão de plástico dava pra perceber claramente o gosto do plástico.
com o tempo ficou evidente que era mais fácil compara água mineral de garrafão do que ter que ferver e filtrar água da torneira, e periodicamente trocar os filtros de cerâmica do bebedouro[?] de barro.

os bebedouros de plástico, para usar com os garrafões de plástico são esteticamente desagradaveis, e se não forem de plástico, com uma aparencia fragil, são de metal, daqueles que são longos e ficam no chão. também possuem a desnecessária função de resfriar a água, para isso necesitando de uma tomada, e ainda pinga pela torneira, e possui uma bandeja para que possamos ser descuidados e deixar a água cair fora do copo [e para que as torneira possam não vedar direito sem incomodar ninguém alem do cara que vai esvaziar a bandeja].

eu odiava o gosto do plástico na água quando era pequeno, ele fica evidente na água, principalmente se você está acostumado a beber da água do filtro de cerâmica do bebedouro de barro.

salvo pela já existência do bebedouro de barro em casa, quando passamos a comprar garrafões d'água apenas paramos de usar a parte de cima do bebedouro, que filtrava, e apoiamos o garrafão na parte de baixo que tem a torneira e contem a água.

pensando nisso agora, eu vejo claramente o porque da minha tendencia a desgostar de qualquer recipiente de plástico. não levava garrafinhas para escola. a água do bebedouro da escola para mim sempre foi boa, boa o suficiente, desses bebedouros de metal que puxam a água dos canos e esguicham ela para cima. não sei como esse bebedouro é por dentro, mas o gosto da água quem vem dele nunca me incomodou, enquanto ele estivesse funcionando corretamente. ainda assim, o meu costume mesmo é beber água só em casa.
a única garrafinha de plástico que uso é a da bicicleta, e só em pedaladas muito longas, viagens.

apesar da água estar no garrafão plástico, ela passa pelo barro e acho que a água fica melhor, ameniza o gosto ruim. e no final acostuma-se.

o pior gosto de todos no entanto e o gosto de comida na água. e isso evidentemente acontece com a água que está na geladeira.

eu gosto mais de beber água na temperatura ambiente. só bebo da geladeira se for a unica opção. mas quando se trata de geladeira eu prefiro os recipientes de plástico. estando gelada a água não fica tanto com gosto de plástico. mas é impossível escapar do gosto de comida. na geladeira se encontra recipientes ou de plástico ou de vidro. os de vidro são os piores. a maioria deles não fecha direito. alguns são reaproveitados de garrafas de outras bebidas, varios acabam ficando abertos mesmo. garrafas de vidro são mais pesadas e deslizam mais fácil, tanto na sua mão como na grade da geladeira, alem de ocupar mais espaço do que o plástico por terem as paredes mais grossas.
as garrafas de plástico também são ruins, elas são mais faceis de pegar pois a maioria tem um formato melhor, mas tendem a derramar água fora do copo, e também não fecham direito as tampas não encaixam e não funcionam como deveriam.

fui na casa de raissa outro dia. na geladeira tinha uma garrafa com água, a garrafa era de vidro com uma tampa de plástico de enroscar que tem uma pega e uma tampa menor para a água sair. essa garrafa eu ja vi nessa tarefa, mas normalmente é uma garrafa de suco. me parece uma garrafa horrível porque a pega de plástico não é segura, pois está presa só na ponta da rosca da tampa e não é muito longa. a garrafa fica pesada quando está cheia, e nessa situação virar a garrafa segurando pela pega gera uma força muito grande [torque, se não me engano] na tampa. a garrafa é cilindrica e pegar pelo corpo também não é legal. então essa garrafa é uma muito propensa a cair, quebrar ou qualquer outra merda.

mas tinha bebedouro lá. eu acho que escolhi a geladeira porque o bebedouro era de plástico e parecia frágil. porem eu não sabia o que ia encontrar na geladeira fechada. por ironia a água da garrafa estava no fim, então depois de beber enchi-la[cacofono] no bebedouro, que apesar de frágil [e de ter parte dele fora da mesa o que deve ativar o toq sequelado de não deixar coisas nas pontas de mesa] é bem interessante pela posição e o tipo da torneira. depois de encher guardei a garrafa na mesma prateleira da geladeira que a encontrei, a coloquei e deixei que deslizasse para trás com um empurrãozinho.

a água dessa garrafa era água com gosto de comida. e esse gosto de comida era estranho porque dava pra cheirar também, e eu não sabia se estava vindo do olfato ou do paladar mas estava sentindo.

eu não fiz essa observação para iago, que estava comigo. iago não era o dono da casa mas acho que as pessoas não recebem esse tipo de observação, que tem intenção construtiva, mas que parte do gosto e da opinião particular.

acho que o gosto e cheiro de comida gelada na água estavam recentes na minha memória por causa disso, e por algum outro motivo senti naquele momento.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

2009 356 avatar

avatar, filme novo de james cameron.

ja discuti muito sobre ele, com as pessoas, mas resumindo:

as ilhas flutuantes estão em algum lugar nos jogos de rpg de super nintendo.
a vida do planeta interligada me pareceu lifestream de finalfantasy 7.
a caçada por materiais novos por parte dos humanos é clichêêêêê, e vem desde a corrida do ouro, até starcraft e command and conquer: tiberium.

eu perdoo a lifestream porque é bem diferente tem as memorias e as conexões, é interessante. e o mundo é muito interessante, vc realmente entra no filme quando se trata de mostrar pandora. e eu na verdade logo cedo no filme começei a desgostar de quando jakesully tinha que sair do avatar para viver no mundo humano.

[spoiler warning]
é realmente triste quando você vê as arvores ancestrais sendo destruídas e a arvore-casa-maior-de-todas sendo destruida também. nesse ponto  faz muito tempo que um filme me deixa apreensivo sobre o que vai acontecer. porque nenhum filme cria tanta coisa para você gostar ultimamente, e nesse filme você não sabe até onde os criadores vão com a destruição, porque depois que vc já está tão imerso no mundo, e tudo é tão precioso equilibrado, você realmente sente que nada daquilo pode ser destruido, eu sinti.

os nomes foram mal selecionados eu acho. pra mim o nome do filme poderia ser na'vi. e o nome do planeta, tudo bem os humanos chamarem de pandora, mas faltou depth, profundidade para mostrar porque os humanos acham o mundo tão perigoso a ponto de citar pandora, porque você só vê o lado dos na'vi praticamente o tempo todo, de um planeta em harmonia. assim também, você fica pensando qual será o nome que os nativos dão ao planeta. acho que pode ser chamado de eywa mesmo. eywa, apesar de toda a profundidade da interligação de seres e tal no final se mostra apenas uma força como uma gaia menos poderosa, tendo influencia apenas nos animais 'não-inteligentes', e não parece se comunicar com os na'vi de outra forma alem do rabinho-usb e do xaman.

sobre o nome ainda, o Avatar é um meio, e não um fim no filme, embora o final traga varias considerações relativas a ele, durante o filme todo eu acho mais pertinente que o nome do filme, alem da possibilidade de na'vi podesse ser eywa, pandora, ou o nome que os nativos dariam ao planeta.

o nome do material que estão querendo obter é engraçado: unobtanium. feito unobtainable, impossivel de obter. que pra mim é uma piada do autor, porque para os personagens humanos o mineral É obtainable, então porque dariam esse nome? bad author joke.

o surgimento do material é pouco explorado. será que vai ser melhor explorado no talvez proximo filme? porque me parece que o material tem a ver diretamente com a rede cerebral do planeta e a forma e o local de viver dos na'vi. e se tivesse lá por acaso é mta sacanagem e um plot fraco. então é bom que tenha uma explicação mais concisa com as peculiaridades do mundo e dos seus habitantes.

os 'vilões' pra mim também tem motivos fracos, eles são aparentemente justificaveis no filme, mas eu não sei. eu fico pensando se uma pessoa pode ser tão inescrupulosa assim. por esse lado esse filme cai em mais uma desculpa dos brancos pelas atrocidades cometidas as outras raças. nesse caso, nativos da america, os indios.
seus motivos são fracos porque sério, há milhões de outras formas de proceder, e a deadline que força as ações é pouquissimo sustentada.
também em 2154 eu espero que as pessoas saibam mais sobre o valor do método científico do que o apresentado nesse filme, os cientistas são um grupo pequeno e descreditado, e isso é uma merda.

no final, o vilão general morre, ok, mas o vilão administrativo fica vivo. que merda. parece uma tendencia desses filmes de hoje em dia, de diminuir a punição nas pessoas que agiram errado, e deixar os seus erros num campo moral borrado. para mim todos os humanos que na inversão da guerra não se rendessem deviam morrer, e os lideres deveriam ser executados. se isso for demais para uma sociedade pacifica, entrega ele pra eywa ou deixa ele morrer sem ar.

a falta de tomada de posição a respeito das atitudes morais nos filmes pode virar uma coisa séria, tendo em vista 2012 onde o vilão não é punido também.

por ultimo os seres do mundo. tem muita gente que diz ah eh outro mundo, tudo pode acontecer, blablabla. mas do jeito que eu vejo eles foram mal elaborados. pelo que eu entendo de biologia, sei lá de seleção e evolução, eu não sei porque os na'vi são os unicos seres a ter pelos. porque todos os seres [semelhantes a mamiferos do nosso mundo] são só pele, e os navi não tem aquelas coisas esquisitas na cabeça. e eu não sei porque um rrinoceronte martelo e um felino vão ter o mesmo tipo de 'device' na cabeça. os macacos não tem pelomenos, mas tambem não tem pelos nem cabelos.

a antena que faz a conexão usb, nos na'vi você pode entender, que vem direto do cerebro e tal, está ligada ao começo da coluna ou no cerebelo, ali no mesmo lugar de matrix [talvez por isso que ele cobriu de cabelo, pra ficar diferente]. mas ela não tem musculos, e o na'vi tem um rabo no fim da coluna com musculos.
evolutivamente eu acho que esse rabo não é tão util mais. mas sim é util.

agora, os outros animais sempre tem mais de um cabo usb, e eles não saem do mesmo lugar. e eles tem musculos e são controlados mais ou menos como um rabo! e isso é obvio, porque se é uma parte tão importante do corpo, é muito mais util se você poder controlar a qualquer momento, e não ter que pegar com suas mãos. então pra mim os na'vi deveriam ter um rabo só, que teria musculos e seria o cabo usb. e poderia ser no lugar do rabo mesmo, no fim da coluna, assim eu imagino poderia ter uma relação maior com o SNC todo, talvez mais instintiva ou mais completa. mas poderia ter conotações sexuais mais evidentes.

e todos os animais, desses mamiferos-like tem 6 membros, se o na'vi é do mesmo planeta pq porra ele não tem 6 membros também? ou dois cabos usb? ou quatro olhos?

e alias falando em 4 olhos, a ave vermelha, toruk eu acho, tem 4 olhos, mas no cranio da cidade arvore só tem espaço para 2 e só duas pedras ocupando o espaço. e eu não prestei atenção em quantos olhos os outros seres tinham, mas as aves tambem es~toa proximas dos mamiferos, assim como repteis e tal, e deveriam ter 6 membros também [obs.: talves o par de asas menor seja os outros 2, teria que ver melhor pra confirmar]

agooooora, será que nos proximos filmes da franchise que james cameron ta fazendo [aposentadoria certa] ele vai explicar? será que os na'vi sempre tiveram algo bizarro com humanos?



enfim, eu só fico puto porque fazem uma hype muito grande sobre filmes as vezes, e todomundo ja entra gostando e ja sai gostando sem pensar em nada, e ai caada vez vem filmes mais merdas e tal. e ninguem para pra pensar se foi bom  ou não.

ai eu passo muito tempo pensando ate onde vai as influencias nas nossas percepções das coisas. só pq tah ecoando na sua cabeça que o filme vai ser sensacional, ai todomundo concorda? e será que dá pra ver um filme sendo um minimo imparcial depois de tanto bombardeamento?

e po aquele cartaz nem é bonito! é estranho pra caralho aquela cara azul com o olhão amarelo de peixe morto virada pra vc! parece que tem algo errado sei lá, e agora tem gente vestindo isso como camisa...

sei lá. não quero ver as continuações desse filme.

e pra finalizar, problemas ainda não abordados, os cavalos domesticados e a descriativa semelhança com a gente e a necessidade de parecerem com indios. e também o lugar comum do equipamento humano, já explorado nesses conceitos bastante em jogos e outros filmes. e ainda o erros de história e de falas. mas tem um lado bom, alem dos ja citados, as pernas de jakesully e a questão sobre a mudança de corpo e sobre raça e etc.

thats all.